Durante muito tempo me perguntei por que os mestres chamaram o retorno das Almas de Gilgul no sentido de Rodas e eu não sabia que lá num sonho em 2021, com a ajuda da Alma do Rav MishaEl, eu já havia recebido a resposta para esta pergunta, contudo, somente em 2025 quando comecei a estudar o Tikkunei Zohar, eu pude identificar o segredo da questão.
26, outubro, 2021 (restando 66 dias para o final do ano, gematria de Galgal que é Rodas, da palavra Gilgulim), sonhei:
Estou em uma mansão que fica no subterrâneo e contém uma quantidade muito grande de portas e havia um corredor que dava para a sala de aula onde o Rav MishaEl ensinava matemática. E esse corredor era o local mais profundo da casa, e mais tarde eu fico sabendo que há lugares ainda mais profundos que aquele. Havia um material branco que era o molde de toda a estrutura da casa, como que grudado nas paredes igual piso no chão, o corredor era tunelar, arredondado. E o Rav era o dono dessa casa e ele era muito rico e a casa muito tecnológica e ele usava um roupão de cor vermelha-bordô.
Essa casa era ao mesmo tempo, uma caverna e fui com ele até uma área mais externa acima e era a entrada da caverna, entrada muito ampla, tudo extremamente limpo, havia uma escadaria cumprida que dava de dentro para fora e de fora para dentro o que facilitava a entrada para tudo aquilo, havia duas palmeiras como ambiente mediterrâneo lá fora, e na sala de entrada era um lugar muito amplo, tanto que a claridade do dia invadia tudo, havia colunas onde a parede da caverna começava a afunilar e dali para as profundezas após não era acessível ao público. E o Rav pôs informação através de uma fita cassete inserida na Tv de tubo e apesar de esse tipo de Tv ser antigo e da fita cassete ser também algo ultrapassado, no sonho, na verdade, tais coisas tinham uma aura de supertecnologia assim como tudo na casa. A entrada dessa caverna ficava na casa de número 211 que existe na minha rua.
Então precisei descer até os quartos lá no subterrâneo e foi quando descobri que havia zonas ainda mais profundas que o local da sala de estudos abaixo, e nessas zonas ficavam outras salas de estudo e acessava essas profundidades mediante elevadores e eram em torno de cinco elevadores.
Os elevadores eram ultra tecnológicos, eles funcionavam de modo estranho, a automatização deles era muito dinâmica de modo que se moviam muito livremente como se fossem corpos com vida, eles eram cilíndricos e possuíam uns parafusos de mola na lateral.
E se clicava em algo, ele se abria e a pessoa entrava e ele se fechava imediatamente num movimento como se engolisse a pessoa, e depois que a pessoa estava lá dentro e descia passando por todos os andares subterrâneos da casa, sendo aquele que me referi, o último. Eles funcionavam em junção, quando alguém adentra num, os outros se fechavam e se abriam sozinhos e desciam e subiam quase como que numa dança automática, tinha que pegar eles todos parados senão era impossível conseguir entrar, podia até cair no fosso.
Hoje, 11 de dezemebro, 2025 - Shabat, 21 beKislev, sonhei que queria viajar até o Rav e fui a um aeroporto e no primeiro andar não tinha ninguém e era imóvel e plano, e veio um guarda e subiu comigo para o segundo andar e o elevador é literalmente uma plataforma com uma pilastra que se eleva girando em círculo para cima e eu chamo isso de subida ao nível do Ruach, e ali é móvel como se fosse um dirigível, e desce comigo a funcionária que ira efetuar a compra da passagem e penso comigo que vou escolher a poltrona mais luxuosa do avião e é uma poltrona dupla e ela se chama "Atik Master".
Resolução: 211 é 112 ao contrário. O giro dos elevadores é o Gilgul; a partir do dia 26 de outubro restam 66 dias para o final do ano, gematria de Galgal que é Rodas, da palavra Gilgulim, veja Tikkunei Zohar 96 folha 99b:
A palavra Guilgul vem de Galgal que é roda, pois as Sefirot são chamadas Rodas e ao adicionar a letra Váv que é o segredo de Zeír Anpin se esclarece o mistério das inúmeras voltas das Almas.
Eclesiastes 1, versículo 4: ‘Uma geração vai e uma geração vem’. Cada geração contém, no mínimo, sessenta miríades de almas. A expressão ‘geração vai’ se refere à letra Vav que vale 6, que se eleva e alcança o número de sessenta miríades nas seis sefirót que correspondem a essa Vav.
A Torá é tão sagrada que a questão dos Guilgulim está impressa na forma e junção das letras Yód e letra Váv. Vejamos: “A letra Yud representa o ‘galgal’ — o movimento circular das rotações. É junto com a letra Vav que ocorre o guilgul, pois nela está o segredo do número ‘sessenta e seis’, pois a guematria de Galgal é 66, derivado do Yesód.
Sobre isso foi dito em Gênesis 46 versículo 26: ‘Todas as almas que vieram com Yaakóv ao Egito: sessenta e seis’. Esse número indica dois despertamentos: sessenta que vêm do pilar do meio, e seis que vêm do Tzadiq que é o justo e é Yesód. Tudo está aludido ali no qual ocorre o guilgul.
Além disso, o Yesód ali é o Yud, que gira dentro dele, repousa nele e reúne todos os guilgulim pelos quais passou. Por isso está escrito em Gênesis 2 versículo 2: ‘E completou Elohím, no sétimo dia, Sua obra que fizera’. A letra Váv do guilgul é o meio pelo qual o justo ascende às sessenta miríades: no próprio justo há seis; no pilar do meio há sessenta; e no Kéter superior — que é o Aléf — há sessenta miríades. Isso é o sentido de ‘uma geração vai e uma geração vem’. Rabi Shim’on então lhe disse: ‘O ancião ensinou que o guilgul está no Yesod; e ali o Yud gira dentro dele, repousa nele e nele descansa depois de todo o trabalho do guilgul realizado nos seis dias — que se elevam a seis na Vav; a sessenta no Yud (seis vezes dez); a seis mil no Aléf; e a sessenta miríades no Kéter superior. E isso é o que significa: ‘uma geração vai e uma geração vem, e a terra permanece para sempre’.”
É por isso que o ciclo das Almas é chamado de Roda que é Galgal a semelhança de uma roda que possui um eixo central que mantém tudo, esse é o Yod, o ponto que gira, as sefirót que são chamadas rodas, e a letra Vav é o raio da roda, a linha que sai do centro (o Yud) e eleva a alma em múltiplos movimentos cada vez mais se elevando.
