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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Dicionário de Sonhos - Borboleta

 10, janeiro, 2022 às 5:57

Era 24 de dezembro, é o dia de um anjo, coisas caiam do céu naquele dia e as pessoas as comiam elevando assim sua consciência.

Eu tinha asas semelhantes a asas de borboleta feitas de muitas faíscas, eu me esforçava muito para mantê-las acesas. Eu olhei para o céu e aquele mesmo tipo de faísca subia às alturas porque as pessoas do mundo todo comemoravam aquele dia.

Qual é a instrução?

A principal característica da borboleta é a sua metamorfose, em hebraico se escreve gilgul que é o segredo das muitas vestimentas das Almas (Hitlabshut) e do processo de amadurecimento de todas elas.

A borboleta deixa o seu casulo (golem) e adquire asas no processo, isso nos remete à ascensão na Árvore das Vidas do galho até a raiz da Alma. As asas existem somente no Olam HaAtzilut, e esse era um nível que Adão possuía antes de transgredir, ou seja, ele tinha asas. No Tratado Sanhedrin 38b do Talmud, Adão é chamado de golem nas primeiras horas de sua existência, pelo fato de ser um corpo sem alma, e em Bereshit 2:7 está escrito: “...e insuflou nas narinas de Adão uma alma viva” (Nefesh Chayah).

No Shaar HaGilgulim somos ensinados que cada parte do corpo de Adão é composto por milhares de milhares de faíscas chamadas Nitzotzot (ניצוצות). O dia 24 de dezembro é o 358 dia do ano, valor da palavra Mashiach, calculando a hora em que acordei, cinco horas são trezentos minutos mais cinquenta e sete minutos correspondem à 357, considerando o minuto que levei para relatar o sonho isso equivale a 358.

O esforço para manter as faíscas acesas refere-se à revelação desses níveis, uma vez que eles já estão atados à todos nós no nível de perfeição que já existe, como explicado pelo Baal HaSulam, contudo esses níveis permanecem em estado de ocultação até que a pessoa comece a se aproximar do Divino através da Qabalah.

A comida que cai do céu refere-se ao Despertar de cima, esse é o maná, e as faíscas que são elevadas referem-se ao Despertar de baixo que são as orações e diz respeito à correção dessas centelhas da Santidade.


Do livro : O Sono de Júpiter: Dicionário de sonhos com termos da Qabalah


segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Shoresh Kayin


O despertar inferior e o despertar superior



A raiz de Kayin está no segredo da excitação que vem de baixo que é chamada nos textos da Qabalah em aramaico de Itaruta Diltata (אתערותא דלתתא)*** também identificada como Águas Femininas que é o desejo e o trabalho do homem em alcançar as luzes superiores e esse é o potencial das almas que se enraizam na Alma de Kayin, de quando lançadas no exílio possuírem força de erguer não somente o seu local, mas o mundo inteiro (ver rabino Akiva quando foi lançado aos romanos e conseguiu elevar MAN - Mayin Nukvin - para a sua geração e gerações posteriores, - Rabino Akiva personalidade e época, livro).


A questão com isso é que depois que Adão HaRishon comeu do fruto da Etz HaDaat Tov VeRáa, ele espalhou suas gotas de sêmen à toa dando origem aos Shedim, Ruchin e Lilin que são classes de demônios, depois ele foi até Chava e atrávés de conexão e acoplamento (חיבור וזיווג) ela concebeu Kayin, e depois disso ele, Adão, continuou no seu trabalho de corrupção.
Portanto, a gota na qual estava a alma de Kayin estava conectada no início e no fim por outras gotas (que são a porção negativa dele, configurando assim três tipos de gotas na raiz de Kayin) que foram geradas por aquele orgasmo.
Essas gotas são criadas do despertar do macho chamado céu sem o despertar (excitação) da fêmea chamada terra, de modo que elas não a alcançam e é como se ficassem suspensas no ar e isso oferece dois grandes problemas, um é que ela está solta porque é como uma gota de água e outro é que ela permanece pairando no ar entre o céu e a terra e não tem descanso nenhum até que entrasse na fêmea, e essas gotas de sêmen que estavam incluídas na raiz de Caim tinha esses dois grandes problemas e por isso é dito que ele (Caim) ficava suspenso entre o céu e a terra.
A parte boa de Kayin, no entanto, foi produzida a partir da gota de excitação tanto do macho quanto da fêmea, e, portanto, ela possui grandes benefícios e ela é o segredo de um "céu forte" (רקיע חזק), pois ao entrar na nukva, a gota torna-se sólida (Bereshit 9:13) e daí é possível compreender a questão do Mabul e dos descendentes de Kayin (Bereshit 7:23 referindo-se à Kayin) dessa quantidade de gotas soltas que vieram anexadas com ele, pois elas ficaram suspensas ali (anexadas nas qlipot como Shedim e Ruchin), e o dilúvio veio e as dizimou separando-as daquelas cascas, então elas retornam para dentro do útero da mãe superior (Ima) onde são apropriadamente talhadas para encarnar mais tarde aqui embaixo e serem corrigidas aos poucos.


E esse é o significado da Alma do profeta Ezequiel e do Rei Ezequias conforme explicado no Shaar Hagilgulim, que um sustenta a cabeça e o outro fortalece os pés. Essas primeiras gotas frouxas são maiores em tamanho do que as outras e elas são também as dez gotas emitidas de Yossef por isso a correção desses níveis extrai para os mundos inferiores grandes quantidades da Luz Superior. A alma do Rei Ezequias é o segredo da cabeça de Kayin (a gematria de סוד הראש Sod haRosh é 583) e isso está implicado em seu nome nas letras Yod e Hê que são Aba e Ima o Pensamento Superior (Introdução 38, final, Shaar HaGilgulim). A gematria extensa de Yod He escrito com o Alef é igual a 583 e a gematria de Tikun Kayin também é 583.
Esse também é o segredo do porquê o profeta Ezequiel é chamado Ben Adam, pois ele é dessas gotas que ficam suspensas porque foram produzidas somente por Adão Harishon do invés de Ben Adam veChava.
Todo o Sha’ar Hagilgulim é focado no tikun de Kayin. Originalmente ele, Kayin, era a imagem

do Abba e sua companheira o Imma celestial, para onde devem elevar-se após a correção de sua raiz. O mundo foi criado para expressar a consciência do pai e mãe superiores, portanto a Teshuvah de Kayin tem por objetivo transformar o mundano em sagrado, (a correção do pensamento é uma característica do tikun kayin - Haqdamah 38, S'H').
A transgressão de Adão no mundo de Atzilut fez a sefira Daat - o aspecto de Keter (Bereshit 4:1 E Adão conheceu ידע Chava, sua esposa e ela concebeu e teve Caim...) sair de seu local entre Abba e Imma (a mente superior) e descer entre Chessed e Gevurah até Tipheret (coração) no nível das emoções.


A partir do Sha'ar HaPesukim, Livro de Ezequiel - Chayim Vital.


*** A excitação de cima Itarutah Dililah (אתערותא דלעילא) - Mayin Dochrin
- Águas Masculinas chamada de Maná na Torah.

sexta-feira, 5 de julho de 2024

SONHANDO COM O MESSIAS

 12, Elul, 5781





Casa 33

Havia um pedreiro arrumando o meu quarto e desenhou na parede com tinta e espátula um animal místico. Ele era lindo e voava, suas duas asas estavam voltadas para a esquerda como se efetuasse uma dança no ar, era branco e possuia dois chifres brancos que eram finos galhos que estavam apontadando para os céus. O seu pescoço estava contorcido com a sua cabeça voltando-se para cima, pois ele contemplava as alturas mesmo estando de olhos fechados. Se parecia a uma pomba no corpo, contudo o pescoço se parecia a um cisne, mas os seus longos chifres faziam-me lembrar um cabrito branco ou algo como um cervo. E cheguei a pensar "mas a pomba tem chifres?". E despertei.











O balé do Messias





14 de Março de 2021

Sonhei. Subi até umas montanhas muito verdes nas Highlands (Terras Altas, veja o artigo sobre os 36 Imortais do Rabi) e entrei por uma caverna para um outro mundo e lá havia uma casa feita de cristal e nela morava um moço de 36 anos, me disseram. Ele fazia cálculos intermináveis a procura de uma equação. Eu li os cadernos dele e pretendia levá-los comigo, mas me arrependi. Eu ouvi que o seu nome é 216. E sai desse sonho e sonhei de novo no mesmo local. Dessa vez saí por uma viela e caminhei por ali e havia um coreto e um grupo de pessoas vestidas de branco praticavam Tai Chi Chuan e andei mais e havia um pequeno jardim, nele uma estátua de mármore de uma ninfa, das mãos dela jorrava água, um unicórnio branco vinha e se alimentava nas suas palmas e era a primeira vez que vi um unicórnio.
Ele se deitou ao pé de uma árvore ao redor de uma valinha por onde escorria água e havia um aviso proibindo de tocar o animal ou interagir com ele, mas eu estava deslumbrada e lhe toquei, ele se assustou e ficou descontrolado. Então eu escapei dali.

Mais tarde em outro sonho me mostraram que a equação que ele procurava era o 314 e isso é referente ao Cohen Gadol e é por isso que seu nome é 216. Também é por isso que o sonho ocorreu no dia do Pi e esse 14 de março é o 73 dia no ano da palavra HaChacham - o sábio ou simplesmente Chochmah.

Aharon é o Cohen Gadol. Quem é Aharon? מי אַהֲרֹן é 583.




Tzafenat Paneach 

Refinando as centelhas da Qlipot Nogá

 18 de março, 2024