sexta-feira, 8 de novembro de 2024

A VELA DO CRIADOR

6, dezembro, 2021 - 2, Tevet

Eu sonhei que eu era a chama de duas velas literalmente. Eu sentia a cera na qual estava conectada.
Eu dançava para lá e para cá tal como as chamas dançam.
Não havia nada em mim nem boca nem olhos nem mãos, eu não era uma forma humana, apenas a forma da chama das velas, e a sensação é de que eu dançava por inteira, era uma necessidade como se eu precisasse inevitavelmente do Criador, e esse era todo o objetivo daquela existência tanto quanto a própria existência do Divino me fazia dançar.
Não havia cansaço, apenas o sentimento ou sensação similar a "uma folha que balança porque há vento e ela se curva à ele e lhe é de bom grado curvar-se, ainda que lhe seja angustiante o toque sobre a sua leveza", a sensação disso é a própria chama.




"Ner Adonai Nishmat Adam..." Mishlei 20:27
A vela de Adonai é a Neshamah do homem..."
Veja Zohar Pinchas 110 a 117:
"
Levantamo-nos e seguimos adiante. E o ardor do calor do sol estava extremamente intenso, e nos causava sofrimento no caminho. Vimos árvores no deserto, e águas debaixo delas. Sentamo-nos à sombra de uma das árvores no deserto.


Perguntei a ele, a Rabi Shimon:
— O que é isso, que todos os povos do mundo não fazem nenhum movimento, mas somente Israel — quando se ocupam com a Torá — se movem de um lado para o outro, sem que tenham aprendido isso de qualquer pessoa no mundo?
E não conseguem permanecer parados em seu lugar.



Disse-me: Lembraste-me de algo supremo, e os seres humanos não sabem disso e não prestam atenção.
Sentou-se por um momento e chorou.
Disse: Ai dos seres humanos, que andam como os animais do campo, sem entendimento.

É justamente por este aspecto que se reconhece a diferença entre as almas sagradas de Israel e as almas dos demais povos idólatras:
As almas de Israel foram formadas da vela sagrada que arde — que é a Malchut —, como está escrito: “A vela de YHVH é a alma do homem”.
E essa vela, no momento em que se acende pela Torá suprema — que é Zeir Anpin —, sua luz não repousa nem por um instante sequer.

E este é o segredo do versículo: “Ó Elohim, não guardes silêncio” — dito sobre a Malchut.
E semelhantemente está escrito sobre as almas: “Os que mencionam o Nome de YHVH, não tenham descanso” — isto é, não permaneçam em silêncio.


A luz da vela, ao se prender ao pavio, jamais permanece quieta; ao contrário, move-se de um lado a outro, e nunca repousa.



De modo semelhante, Israel — cujas almas provêm daquela luz da vela, que é a Malchut —, assim que dizem uma única palavra de Torá, imediatamente a luz se acende, e eles não conseguem permanecer quietos, mas se movem de um lado para o outro, e para todos os lados, como a chama de uma vela.
Pois está escrito: “A vela de YHVH é a alma do homem.”



E está escrito: “Vós sois Adam (homem)”, ou seja, vós (Israel) sois chamados Adam, e não as nações do mundo, que não são chamadas Adam.
As almas dos povos idólatras são como palha apagada, sem luz que repouse sobre elas. Por isso, permanecem imóveis e não se movem, pois não têm Torá, não se inflamam por ela, e não há luz que resida neles.
Por isso, permanecem como lenha no fogo — que queima sem que a luz repouse sobre ela. E por isso estão quietos, sem nenhuma luz.
Disse Rabbi Yossi: Este é o esclarecimento do assunto. Feliz é minha porção por ter merecido ouvir esta palavra."


A palavra lehavah (להבה) que é chama é igual a 42 referente ao Ana B'Choach. Dessa palavra pode ser forjado o conceito do Hitlahavut (התלהבות) que significa uma intensa paixão pelo Criador.
A sua tradução é "entusiasmo", do grego, a partir da junção das duas partículas in e theos que é "Deus dentro". A chama da vela se estende sempre para cima, isso é o forte desejo do coração para alcançar a sua fonte, isso também é a Ohr Hazer - a luz que retorna vestindo as Sefirot, e recai para os lados, isso é a Ohr Maquif ou Ohr Yashar que é o fluxo de cima.
Os escritos do Rabino Chayim Vital nos falam sobre as raízes das Almas e de como os mundos são percebidos através da analogia de uma vela.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Dicionário de Sonhos - Eletricidade


5, novembro, 2024

Sonhei que estava num banquete com muitas pessoas e a comida era grande quantidade de peixe, e no final me deram um peixe que estava morto que não foi usado no banquete que eu levasse para o meu cachorro comer, mas quando caminhava na rua eu não pude prosseguir, pois estava tomada de eletricistas e todos os fios dos postes estavam caídos sobre a rua e então me enrosquei neles e quando retornava alguns desses fios elétricos se anexaram à minha orelha e depois era como se eu e mais alguém pegássemos essa eletricidade e depositássemos na casa ali de número 290 e essa eletricidade provocava uma fumaça que saía por uma chaminé e dessa chaminé surgia o personagem Vitaly do filme Mandagascar 3. E acordei.


A questão com isso é que a partir de hoje restam 56 dias para o final do ano e esse corresponde ao nome Vital e foi o rabino Chayim Vital quem nos explicou no Pri Etz Chayim no Portão da Oração cap 3 que o Hashmal é o segredo da prece "Malbish Arumim" e também da Gemara na maneira de calçar os sapatos (Shabat 61a:11) que se refere a parte inferior de Binah chamada ZON (Zeir Anpin e Nukva) vestidas por essas luzes chamadas Chasmal que impedem que as forças externas se anexem ali (no reino dos pensamentos). Também ficamos sabendo do rabino Chayim a partir do Shaarei Kedusha que esse Hashmal é a matéria (Chomer) que constituem a força dos anjos e como a luz dos anjos é uma das formas que o Kadosh BH imprimiu no homem (Adam), e essa luz é chamada de Ytzer Tov (boa inclinação).

Chasmal no dicionário moderno é traduzido para eletricidade-eléctron.

Aprendemos com as explicações do Baal HaSulam sobre a dinâmica das Sefirot, que a orelha é a parte externa de Binah (sendo a pupila a parte interior - Keter à Tipheret) correspondendo assim aos níveis de Zeir e Nukva de Binah (NHYM), a partir de onde o Chasmal está vestindo e é por isso que os fios elétricos, no sonho, se anexam à orelha.

A festa do Hanukah está associada à alma do rabino Chayim, pois o mistério da Ohr HaGanuz refere-se as 378 (Hashmal) luzes que Adam perdeu e são as vestimentas das sefirot dos quatro mundos para impedir que as Qlipot extraíssem sustento delas, podendo ser lido desta forma chet-semel (ח-שמל), “oito vestimentas” para os 8 dias de Hanukah equivalentes do terço inferior de Binah até Malchut, e toda a correção dos mundos depende do retorno dessas luzes.

A Gematria Achas Beta de Vitaly é 378. Como sabemos que o rabino Chayim Vital é a essência de Hanukah conforme ele mesmo explicou no Shaar Hazionot, podemos compreender que sua alma é o condutor para o restabelecimento de todas essas luzes e para a correção dos mundos, conforme o Arizal havia lhe falado.

O número 290 de onde o personagem Vitaly (ler aqui) surge é calculado para 11 cuja gematria é 583.



Refinando as centelhas da Qlipot Nogá

 18 de março, 2024