18 de março, 2024
domingo, 11 de janeiro de 2026
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
O SEGREDO DO GILGUL
Durante muito tempo me perguntei por que os mestres chamaram o retorno das Almas de Gilgul no sentido de Rodas e eu não sabia que lá num sonho em 2021, com a ajuda da Alma do Rav MishaEl, eu já havia recebido a resposta para esta pergunta, contudo, somente em 2025 quando comecei a estudar o Tikkunei Zohar, eu pude identificar o segredo da questão.
26, outubro, 2021 (restando 66 dias para o final do ano, gematria de Galgal que é Rodas, da palavra Gilgulim), sonhei:
Estou em uma mansão que fica no subterrâneo e contém uma quantidade muito grande de portas e havia um corredor que dava para a sala de aula onde o Rav MishaEl ensinava matemática. E esse corredor era o local mais profundo da casa, e mais tarde eu fico sabendo que há lugares ainda mais profundos que aquele. Havia um material branco que era o molde de toda a estrutura da casa, como que grudado nas paredes igual piso no chão, o corredor era tunelar, arredondado. E o Rav era o dono dessa casa e ele era muito rico e a casa muito tecnológica e ele usava um roupão de cor vermelha-bordô.
Essa casa era ao mesmo tempo, uma caverna e fui com ele até uma área mais externa acima e era a entrada da caverna, entrada muito ampla, tudo extremamente limpo, havia uma escadaria cumprida que dava de dentro para fora e de fora para dentro o que facilitava a entrada para tudo aquilo, havia duas palmeiras como ambiente mediterrâneo lá fora, e na sala de entrada era um lugar muito amplo, tanto que a claridade do dia invadia tudo, havia colunas onde a parede da caverna começava a afunilar e dali para as profundezas após não era acessível ao público. E o Rav pôs informação através de uma fita cassete inserida na Tv de tubo e apesar de esse tipo de Tv ser antigo e da fita cassete ser também algo ultrapassado, no sonho, na verdade, tais coisas tinham uma aura de supertecnologia assim como tudo na casa. A entrada dessa caverna ficava na casa de número 211 que existe na minha rua.
Então precisei descer até os quartos lá no subterrâneo e foi quando descobri que havia zonas ainda mais profundas que o local da sala de estudos abaixo, e nessas zonas ficavam outras salas de estudo e acessava essas profundidades mediante elevadores e eram em torno de cinco elevadores.
Os elevadores eram ultra tecnológicos, eles funcionavam de modo estranho, a automatização deles era muito dinâmica de modo que se moviam muito livremente como se fossem corpos com vida, eles eram cilíndricos e possuíam uns parafusos de mola na lateral.
E se clicava em algo, ele se abria e a pessoa entrava e ele se fechava imediatamente num movimento como se engolisse a pessoa, e depois que a pessoa estava lá dentro e descia passando por todos os andares subterrâneos da casa, sendo aquele que me referi, o último. Eles funcionavam em junção, quando alguém adentra num, os outros se fechavam e se abriam sozinhos e desciam e subiam quase como que numa dança automática, tinha que pegar eles todos parados senão era impossível conseguir entrar, podia até cair no fosso.
Hoje, 11 de dezemebro, 2025 - Shabat, 21 beKislev, sonhei que queria viajar até o Rav e fui a um aeroporto e no primeiro andar não tinha ninguém e era imóvel e plano, e veio um guarda e subiu comigo para o segundo andar e o elevador é literalmente uma plataforma com uma pilastra que se eleva girando em círculo para cima e eu chamo isso de subida ao nível do Ruach, e ali é móvel como se fosse um dirigível, e desce comigo a funcionária que ira efetuar a compra da passagem e penso comigo que vou escolher a poltrona mais luxuosa do avião e é uma poltrona dupla e ela se chama "Atik Master".
Resolução: 211 é 112 ao contrário. O giro dos elevadores é o Gilgul; a partir do dia 26 de outubro restam 66 dias para o final do ano, gematria de Galgal que é Rodas, da palavra Gilgulim, veja Tikkunei Zohar 96 folha 99b:
A palavra Guilgul vem de Galgal que é roda, pois as Sefirot são chamadas Rodas e ao adicionar a letra Váv que é o segredo de Zeír Anpin se esclarece o mistério das inúmeras voltas das Almas.
Eclesiastes 1, versículo 4: ‘Uma geração vai e uma geração vem’. Cada geração contém, no mínimo, sessenta miríades de almas. A expressão ‘geração vai’ se refere à letra Vav que vale 6, que se eleva e alcança o número de sessenta miríades nas seis sefirót que correspondem a essa Vav.
A Torá é tão sagrada que a questão dos Guilgulim está impressa na forma e junção das letras Yód e letra Váv. Vejamos: “A letra Yud representa o ‘galgal’ — o movimento circular das rotações. É junto com a letra Vav que ocorre o guilgul, pois nela está o segredo do número ‘sessenta e seis’, pois a guematria de Galgal é 66, derivado do Yesód.
Sobre isso foi dito em Gênesis 46 versículo 26: ‘Todas as almas que vieram com Yaakóv ao Egito: sessenta e seis’. Esse número indica dois despertamentos: sessenta que vêm do pilar do meio, e seis que vêm do Tzadiq que é o justo e é Yesód. Tudo está aludido ali no qual ocorre o guilgul.
Além disso, o Yesód ali é o Yud, que gira dentro dele, repousa nele e reúne todos os guilgulim pelos quais passou. Por isso está escrito em Gênesis 2 versículo 2: ‘E completou Elohím, no sétimo dia, Sua obra que fizera’. A letra Váv do guilgul é o meio pelo qual o justo ascende às sessenta miríades: no próprio justo há seis; no pilar do meio há sessenta; e no Kéter superior — que é o Aléf — há sessenta miríades. Isso é o sentido de ‘uma geração vai e uma geração vem’. Rabi Shim’on então lhe disse: ‘O ancião ensinou que o guilgul está no Yesod; e ali o Yud gira dentro dele, repousa nele e nele descansa depois de todo o trabalho do guilgul realizado nos seis dias — que se elevam a seis na Vav; a sessenta no Yud (seis vezes dez); a seis mil no Aléf; e a sessenta miríades no Kéter superior. E isso é o que significa: ‘uma geração vai e uma geração vem, e a terra permanece para sempre’.”
É por isso que o ciclo das Almas é chamado de Roda que é Galgal a semelhança de uma roda que possui um eixo central que mantém tudo, esse é o Yod, o ponto que gira, as sefirót que são chamadas rodas, e a letra Vav é o raio da roda, a linha que sai do centro (o Yud) e eleva a alma em múltiplos movimentos cada vez mais se elevando.
"O Vinho que produz alegria"
Shabat, 21 Kislev 5786
Primeiro sonhei que eu morava numa tenda e os externos não chegavam ali, e o meu pai adquiriu um conjunto de revistas eróticas únicas de coleção de mulheres famosas dos anos passados e esta revista guardava os aspectos singulares de cada uma delas e então peguei para mim. E após isso queria viajar até o Rav e fui a um aeroporto e no primeiro andar não tinha ninguém e era imóvel, e veio um guarda e subiu comigo para o segundo andar e o elevador é literalmente uma plataforma com uma pilastra que se eleva em círculos para cima e eu chamo isso de subida ao nível do Ruach, e ali é móvel como se fosse um dirigível, e desce comigo a funcionária que ira efetuar a compra da passagem e penso comigo que vou escolher a poltrona mais luxuosa do avião e é uma poltrona dupla e ela se chama "Atik Yomin Master". Após este sonho tenho outro no qual estou numa festa de gala, e o principal lá são as mulheres e elas dançam e o principal também é essa dança, e todas as mulheres estão muito elegantes e bonitas, com boas maquiagens e penteados e isso é o principal do foco do sonho. E agora eu estou me vendo na recepção desta Shabat, e há um imenso jardim ao estilo mediterrâneo com boas árvores e o chão de terra árida que levanta alguma poeira; por todos os lugares há mulheres belas das mais selecionadas do mundo todo e todas são dançarinas e estão ali em grupos, pois eu estou as selecionando específicas para mim, todas estão em alguma posição de dança, então ando entre elas averiguando tudo e estou usando um longo vestido lingerie transparente de renda com cauda na cor vermelha e os meus cabelos estão pintados de vermelho e vejo que todas as mulheres estão em aspecto semelhante, e estou encarnando a personagem Rubi no arquétipo Femme Fatale e tenho em minhas mãos e em minha posse muitas revistas de coleção com imagens em preto e branco de mulheres em muitos movimentos de dança e expressões corporais. E me vejo andando entre elas novamente atravessando um pequeno coreto em busca de vinho e a luz do sol revela a minha pele sob os pontos transparentes da lingerie e neste momento vivencio a feminilidade magnética do arquétipo, pego uma taça e levo comigo.
quinta-feira, 20 de novembro de 2025
O Segredo do Olho - Sonho Mundos de Adam Kadmon
Em 2010 antes de eu completar 16 anos, minha mente estava mergulhada no Caos total, pois eu estava começando a sofrer de ansiedade devido a pensamentos muito rígidos e então eu tive um sonho único e ele estava repleto numa aura escarlata e fumaça avermelhada e havia um olho gigante de avestruz parado olhando para mim de modo que atravessava o meu íntimo, e o próprio avestruz era o olho e vice-versa simultaneamente e o principal no sonho era esse olho, tive muito medo dessas coisas de modo que acordei sofrendo um ataque de pânico e foi o primeiro que tive desde então, este episódio também causou que eu amolecesse os meus pensamentos.
Então hoje, 20 de novembro de 2025 ao estudar o Sefer Etz Chaim no portão 8 no começo da explicação sobre a Shevirat haKelim, eu compreendi o sonho e o segredo nele não tem a ver com o que pensei até aqui, mas o que aconteceu é que assim como foi o caso de outros sonhos que tive, a partir da influência da Ohr Maquif do Rav Mishael, aquelas centelhas se lembravam do assunto e acessaram-no, pois foi o Rav Vital quem os escreveu; a parte mais simples é que tanto a palavra para avestruz (יַעֵן) quanto a palavra para olho (עַיִן) em hebraico contém as mesmas letras bastando mudar de posição significando que se tratam do mesmo segredo. E o sonho tinha uma aura demoníaca porque os meus pensamentos estavam sombrios (e não só, pois a Quebra das Vasilhas chamada também de Mundo do Caos ocorreu nesse nível), contudo a raiz do assunto é a seguinte:
Trechos do portão 8
"Agora explicaremos o Olam haNekudim (Mundo dos Pontos), que são aspectos de luzes que saem pelos orifícios dos olhos de Adam Kadmon. (...) E as Nekudot são o aspecto das luzes que se prolongam dos olhos. E o assunto é o seguinte:
O vapor (hevel) que sai dos orifícios dos ouvidos é um vapor pequeno. Pois, se uma pessoa colocar o dedo sobre o orifício da orelha e o fechar com força, sentirá dentro um som abafado; isso se deve ao movimento do vapor dentro dele, que quer sair para fora e não consegue. Mas, ao tirar o dedo, isso não é percebido. E desse vapor saíram as dez Sefirot do aspecto dos ouvidos, conforme explicado acima.
Depois, no nariz (chotem) há um vapor mais perceptível, e saíram as dez Sefirot do nariz, como dito. E depois, na boca (peh) há um vapor mais perceptível que todos, porque quanto mais a luz desce, mais é sentida, percebida e revelada ali. E daí saíram as dez do Akudim. E esses três lugares são o aspecto dos Taamim do Sa”G.
E depois, do olho saíram as Nekudot do Sa”G. E, portanto, não há tanto vapor no olho como nos três lugares mencionados acima, pois a luz dos Nekudim é pequena, diferente dos Taamim. Mas, apesar disso, encontramos alguma força na “contemplação” (na visão) do olho, perceptível naturalmente: como no caso do ovo do avestruz, em que o filhote nasce por causa do olhar constante sobre os ovos por um tempo, sem que a ave se sente sobre eles para aquecê-los como as outras aves. E isso indica que há uma força real na contemplação dos olhos.
E desse aspecto da contemplação dos olhos saíram as Nekudot (...) Pois todo o aspecto dos olhos é Nekudot, como dito acima. E eis que, quando contares a partir de A”B, todo o aspecto de A”B será a letra י do Nome, e Sa”G será a primeira ה do Nome, e Ma”H será a letra ו, e Ba”N será a última ה.
E quando contarmos o Nome somente a partir do aspecto de Sa”G, então os Taamim de Sa”G serão a letra י, e as Nekudot serão a primeira ה, e os Tagin serão a letra ו, e as Otiot serão a última ה.
E quando também dividirmos os Taamim, a letra י estará no ouvido (Ozen), a primeira ה estará no nariz (Chotem), a ו estará na boca (Peh), e a última ה estará nos olhos (Einayim).
Portanto, o olho possui o aspecto da última ה e também da primeira ה.
E este é o segredo do que está dito nos Tikunim: “Eu estou adormecida” — frente à última ה — pois no aniquilamento da luz de Nekudim, eu estou adormecida, no segredo do sono (isto é, no segredo da morte deles, depois que foram anulados, pois sono é um sexagésimo da morte).
Também “eu estou adormecida” [pode ser lido como] as letras “segunda”, pois Chochmá é a primeira ה, e ela é segunda em relação ao Keter. Pois é sabido que os Taamim são Keter, e as Nekudot são Chochmá, e os Tagin são Biná, e as Otiot são ZAT (as sete inferiores).
E nestas Nekudot estão os aspectos dos Reis que reinaram na terra de Edom e morreram, como será explicado com a ajuda do Eterno.
E este é o segredo de “E a terra estava tohu va’vohu”, pois a terra é a última ה, que é o aspecto do olho, como dito acima; e é ela que estava tohu va’vohu, que é o assunto da morte dos Reis, até que veio o seu reparo; e então foi dito: “Haja luz, e houve luz”.
E isto é “Abre os Teus olhos e vê as nossas desolações”.
E para entender este versículo, explicaremos a existência do assunto (ou: a existência do olho), e diremos o seguinte:
Contudo, também há nelas aspectos superiores, que são os sinais de vocalização colocados em cima — como o Chólem — e no meio — como o Shuruk — e todos os demais são inferiores, cujo lugar é debaixo das letras. E depois tudo isso será explicado com a ajuda do Eterno.
E eis que todas as sete últimas das Nekudot têm forma de Yudin, exceto as duas primeiras — Kamatz e Patach — que são duas Vavin e um Yud.
E o assunto é que, quando contamos todos os Yudin que existem nestas sete Nekudot, eles são treze Yudin, cujo valor é 130, como o valor de עין (“olho”), indicando que das Einayim (olhos) saíram as Nekudot.
O sonho antecipou conceitos que eu só estudaria 15 anos depois. O sonho estava simbolizando “O Olho do Mundo de Nekudim” usando a figura do avestruz porque o Rav Chaim Vital mesmo fez essa ponte no portão 8. Os ataques de ansiedade nos quais a percepção do mundo é caótica e sem estrutura são pequenas manifestações do Mundo do Caos, porque o Tohu é uma grande quantidade de energia de julgamento completamente desordenada, também esta é a origem dos sonhos confusos que temos nos quais imagens de realidade se misturam com fantasia, de modo que, por exemplo, no sonho pode existir uma mesa com chifres de cervo ou dentes humanos na boca de um animal, ou você está de um jeito e rapidamente te parece que está de outro jeito e ambas as coisas são verdadeiras e etc.
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
AS LEIS DO PENSAMENTO
Espaço haykla arazuta: UM REMEZ DE SHABAT (28, CHESHVAN) PARA EXPANDIR BINÁ CULTIVANDO O INTELECTO E PROTEGENDO O SEU PENSAMENTO DE FALHAS:
terça-feira, 29 de julho de 2025
OS GRAUS DOS MUNDOS Zohar Bo desde 36 -
29 de julho, 2025
Encontrei um tesouro dentro da parede de barro e era um caderno com mapas de tesouro com desenhos e pontos de lugares onde há coisas a serem encontradas e segui com ele numa aventura e de repente eu estava nos primórdios da Terra e vi dinossauros para lá e para cá e depois estava nos primórdios da civilização humana e um grupo de homens nômades de estatura baixa moravam em tendas de pele rústicas no meio de um campo, e depois eu vi um rio a distância e nesse rio nadava um homem gigante que também era um grande animal da água e nadava de um lado a outro do rio atrás de uma presa para captura-la. E depois eu vi outro rio largo que corria abaixo de uma plataforma quadrada muito alta. Ali embaixo no local do rio e era o próprio rio, ficava uma multidão de homens a aparência do mesmo gigante que vi na água, mas as vezes eles aparentavam estatura natural e eles eram os egípcios, então me elevei até o topo da estrutura e lá em cima haviam mais egípcios agora com a aparência real de egípcios e haviam construções feitas de bambu que se prolongavam em tantas direções e agrupados entre esses bambus ficavam os egípcios; a água despencava ali entre a estrutura e por trás dela e havia outra estrutura por detrás dessa também de bambus amarelos e era o trono da Rainha do Egito e próximo desse altar algo como uma mesa e uma toalha sobre ela na aparência de um mapa com o nome de muitos deuses que os egípcios adoravam dentro de quadrados como se fossem divisões de bandeiras. A Rainha negra muito bonita entrou pelo lado esquerdo cantando, e ela cantava muito uma canção comovente e chorosa na sua própria linguagem egípcia e cantava isso para aqueles deuses todos que os influenciavam, os egípcios acompanhavam a sua cantoria e me aproximei e vi na parte direita abaixo na toalha uma transliteração da pronúncia do Nome Sagrado e por causa da canção e por causa de que vi o Nome (porque os esgipcios reconheciam o Qadosh Baruch Hu) comecei a chorar muito no sonho.
E este sonho me foi diferente.
EXPLICAÇÃO CABALÍSTICA:
SULAM on Zohar, Parashat Bo 36:
Bo 36
אמר ר' שמעון וכו':
Disse Rabi Shimon:
Agora é o momento de revelar segredos que se ligam tanto acima quanto abaixo.
O que está escrito? "Vá a Faraó" — não deveria estar escrito "Vá até Faraó"?
O que significa "Vá" (בוא)?
Ele responde:
É que Ele o fez entrar — a Moshê — em câmaras dentro de câmaras, até o grande crocodilo (Tanin) poderoso e supremo, do qual muitas graduações se encadeiam e descem.
E quem é ele?
É o segredo do grande Tanin.
Bo 37
ומשה דחיל מניה וכו':
E Moshê temia diante dele,
e não se aproximou, senão dos riachos (ieorim), que são os graus dele.
Mas do Tanin em si, ele tinha temor, e não se aproximou,
porque o viu enraizado em raízes superiores.
Bo 38
כיון דחמא וכו':
Quando o Santo, bendito seja, viu que Moshê temia,
e que outros mensageiros superiores não podiam se aproximar dele,
disse o Santo, bendito seja:
"Eis que Eu estou contra ti, Faraó, rei do Egito, o grande Tanin que jaz em meio a seus rios" (Yechezkel/Ezequiel 29:3).
Pois o Santo, bendito seja, precisava Ele mesmo guerrear contra ele, e não por meio de outro, como foi dito:
"Eu sou YHVH" — interpretado como: "Eu, e não um mensageiro."
E foi explicado o segredo da sabedoria do grande Tanin que jaz em meio a seus rios,
para aqueles que habitam sobre a medida (Midian),
que conhecem o segredo de seu domínio.
Bo 39
פתח ר"ש וכו':
Rabi Shimon abriu e disse:
“E Elohim criou os grandes Tanninim (crocodilos/monstros marinhos)” (Bereshit 1:21).
Este versículo foi já explicado.
Mas o que significa: “E Elohim criou os Tanninim” — é um segredo:
Este é o Leviatã e sua companheira.
“Taninim” está escrito sem o yud (תנינם em vez de תנינים),
porque Ele matou a fêmea,
e o Santo, bendito seja, elevou-a para os justos.
E isso já foi explicado.
Por isso, restou apenas um Tanin (monstro/crocodilo) grande.
E saiba: o Leviatã é um peixe puro, conforme disseram nossos sábios (Chulin 67b).
A parte interior (mística) da explicação é a seguinte:
O Leviatã e sua consorte têm uma raiz elevadíssima,
pois o mar representa a Malchut em seu aspecto de Chochmah,
e a mais importante de todas as criaturas do mar é o Leviatã.
Logo, ele representa o todo da Chochmah que há no mar.
Porém, ele não se estende da própria Chochmah,
mas sim da Biná que retorna à Chochmah,
no segredo da linha esquerda,
dentro da qual se encontra o que é chamado de “ponto do shôreq” (נקודת השורק – ponto vocal com som de "u").
E por isso está escrito sobre eles:
“E Elohim criou os grandes Taninim”,
pois Biná é chamada “Beriyá” (criação).
Mas o local dele não foi fixado no próprio mar,
isto é, na Malchut de Atzilut,
mas sim, um lugar foi preparado no mundo de Beriyá,
que está fora de Atzilut,
abaixo da Malchut de Atzilut,
e isso está no segredo dos dez riachos (ieorim) que Rabi Shimon apresenta aqui.
E não te surpreendas — se são de grau de santidade, por que foram mortos?
Pois a fêmea foi morta imediatamente,
e também o macho foi morto depois, conforme o versículo:
“E matará o Tanin que está no mar” (Yeshayahu 27:1).
E a resposta é:
“morte” aqui significa anulação do grau,
e retorno ao mundo de Atzilut.
E, de fato, no final da correção (Tiqún),
todos os três mundos BY"A (Beriyá, Yetzirá, Assiyá)
serão anulados e retornados ao Atzilut.
E também não se deve perguntar:
Se havia necessidade de matar a fêmea para que o mundo não fosse destruído — como será explicado adiante —,
então por que criá-la desde o princípio?
A resposta é:
Esta morte foi somente quanto à função dela junto ao Leviatã,
mas ela não foi completamente anulada,
pois as almas dos justos se alimentam dela.
E por isso foi dito:
“E o Santo, bendito seja, a elevou para os justos”.
Bo 40
התנים הגדול, תשע וכו':
O grande Tanin, que é o Leviatã macho, o qual permaneceu vivo —
sobre o qual está escrito: “que jaz em meio a seus rios”,
são nove rios (ieorim) nos quais ele jaz.
Esses nove correspondem às nove Sefirot:
Chochmáh, Bináh, Da’at, Chéssed, Guevuráh, Tiféret, Netzach, Hod, Yesod.
E há um rio a mais, cujas águas são calmas —
esse é o Kéter,
as bênçãos das águas do Jardim (Gan),
ou seja, a Malchut de Atzilut —
caem nele três vezes ao ano,
correspondendo aos três Kavim (linhas):
Direita, Esquerda e Central.
Sobre eles está dito:
“Três vezes ao ano todo macho será visto diante de Mim…” (Shemot 23:17).
Se caem nele duas vezes ao ano, ou seja,
apenas as linhas da direita e da esquerda,
o rio é abençoado, porém não plenamente,
pois lhe falta a linha do meio.
E se só uma dessas quedas ocorre —
ou seja, apenas a direita ou apenas a esquerda —
não é o suficiente:
ele não é abençoado por meio disso.
E desse rio calmo, que é o Kéter,
os nove rios — que são as nove Sefirot inferiores —
recebem seu influxo.
Bo 41
והאי תנינא עאל וכו':
E esse Tanin (monstro marinho) entra nesse rio,
que é o Kéter dos rios,
fortalece-se nele,
nada e avança até o mar,
que é a Malchut de Atzilut.
Ali, engole vários tipos de peixes,
e governa sobre eles —
isto é, as graduações (níveis) que estão dentro do mar,
que são menores do que ele:
ele os engole e os completa em si.
Depois, retorna ao rio calmo,
e esses nove rios vão e sobem até ele —
ou seja, para receber seu influxo,
pois eles recebem o fluxo espiritual
desse rio calmo, que é o seu Kéter.
Ao redor desse rio,
há muitas árvores e ervas de diferentes tipos,
cujo significado será explicado adiante (no parágrafo 68).
E este é o primeiro dos rios, ou seja, o Kéter entre os rios.
Bo 42
נפקא מסטרא שמאלא וכו':
Agora é explicado o processo de surgimento dos dez rios:
Eles saem pelo lado esquerdo,
por um único canal (tzinor) que flui e sai,
que é o Yesod de Ze’ir Anpin.
Dali saem três gotas,
vindas das três linhas: Direita, Esquerda e Central —
todas incluídas dentro da linha esquerda.
E cada gota se espalha e se divide em três gotas,
totalizando nove gotas.
E de cada uma dessas gotas,
forma-se um rio (ieor) —
e estes são os nove rios
que se fortalecem, avançam, nadam
e circundam todos os Rakia’im (firmamentos),
isto é, todos os limites do Tzimtzum Bet (Segunda Restrição),
os quais são chamados de rakia’im (expansões celestes).
domingo, 20 de julho de 2025
A TORAH DE METATRON - sonhos
19, julho, 2025 - 23 beTamuz
Primeiro eu estava numa grande instalação e que me recordo ser a casa-sefirot e eu era uma das cientistas do local, e fomos tirados todos de lá por um grupo de bandidos e nos colocaram em uma fila e nos levavam e depois esses bandidos não existem mais, e era eu conduzindo um grupo de pessoas numa fila subindo uma grande montanha de pedra bem alta, e conforme subiamos alguma pessoas se desviavam do caminho e só ficou um grupo específico, e eu estava levando-os para ver o local onde alienígenas do passado haviam deixado uma sinal quando da sua chegada. E levei eles até o topo da montanha de pedra, e no próprio topo de pedra havia uma segunda pedra menor equilibrada, e um grupo de indígenas selvagens com arcos protegiam aquilo e tomava cuidado para que não nos atacassem, e então cortei uma fatia da pedra equilibrada e ela era macia e percebi que era um cogumelo gigante e cortei uma fatia do topo da montanha que era a outra pedra (sobre a qual a segunda estava equilibrada) e da mesma forma era um cogumelo e dentro das duas pedras haviam gravuras de paleo-hebraico, e então confessei aos presentes que naqueles instalações nós estudávamos sobre esses alienígenas. E acordei.
Este sonho se refere à outro:
18, março, 2024 - 8, Adar II
Eu ia trabalhar no escritório do meu pai, meu pai tinha outros irmãos, o meu pai era o Tzafenat Paneach, o homem que apareceu como sendo o meu pai era muito bom e todos sentiam simpatia por ele, era o Gabriel Gracindo. O escritório ficava no local que é a igreja (26) como uma casa na árvore ou sendo a própria árvore. Com janelas longas de vidro. Com ele trabalhava duas jovens irmãs a aparência de irlandesas, eu era a filha que acabava de chegar. Eu me lavei no banheiro e quando sai de lá o meu pai TP esteve aquele tempo todo no banheiro (simulação do sonho com o Jonas) tomando banho por horas e horas. Eu olhava para a rua lá embaixo do outro lado a casa das freiras (380), e o meu pai verdadeiro estava trabalhando lá de pedreiro junto com outros homens reconstruindo a casa das freiras, era quase noite aquela meia escuridão com tom romântico. Os trabalhadores todos concluim o trabalho e se reuniam para se lavar, eles eram homens musculosos esbeltos de corpos, estavam desnudos lá em baixo nos pés da árvore e aquilo era um chiqueiro, quando olhava os corpos dos homens eles se transformavam em porcos, só havia uma fêmea entre eles e apareceu na imagem esbelta da Tsunade, eles dormiam e as vezes se moviam, e ela dormia entre eles até que acordou e quando estava acordada funcionava como uma voz de comando. Quando o TP saiu lá fora para comandar, pois ele era um rei ali, meu pai verdadeiro sentia ciúmes dele pois eu o escolhi como mestre, e então todos os porcos-homens estavam revoltados com o rei por suas condições de trabalho, eles armaram uma rebelião. Eu e as meninas também saímos lá fora estávamos com os pés so Com os pés sobre a parte final do tronco da árvore mas aquilo era um imenso cogumelo vermelho e alaranjado que se estendia até o chiqueiro, e só pisavamos em certos locais do cogumelo, pois outras partes estavam conectadas as forças malignas lá embaixo e toca Las seria ser arrastado para as suas armadilhas. As meninas sabiam onde pisar devido o tempo de trabalho ali, mas eu não, então seguia elas, contudo em determinado ponto eu via uma longa capa de cor violeta estendida sobre o cogumelo como se fosse parte dele, não podia pisar nela, e sem querer eu pisei e aquilo estava vivo e se enrolou a fim de me embrulhar e puxar para baixo, mas eu dei um salto para o chão e sabia onde não pisar, havia raminhos da árvore crescidos e crescendo por todo o chão advindos das raízes e eu não podia pisar em nenhum deles pois seria puxada por eles, eu saltava sobre eles. Tudo isso era de um realismo fantástico. Assim que sai pulando e correndo, a capa feiticeira era feminina e ela esplanava aos gritos de alerta que eu havia acordado o corvo e esse corvo estava me esperando, eu corria pelas ruas, era aquela escuridão do começo da noite em que ainda dá para ver a claridade com uma aura romântica... Atrás de mim voava uma capa formada de uma sombra e aquilo era um corvo, ele estava me esperando para repousar sobre mim (me lembra os sonhos com a cobra que é um anjo-capa), ela voava atrás de mim, mas no final quando virei para olhar para o corvo, aquilo tomou a forma de um touro e na verdade ele estava correndo para permanecer de proteção comigo contra aqueles homens-porcos que se soltaram do chiqueiro quando eu saltei da árvore, então eu me escondi sobre o colo de uma pequena árvore em uma rua e o touro se deitou ali na frente de guarda.
INTERPRETAÇÃO CABALÍSTICA:
A palavra hebraica para cogumelo (פטרייה) equivale a 314 de Metatron e no Avgad Reverso a 200 que é o número de dias de 19 de julho.
Sulam Bereshit Alef:
Como está escrito: “E um rio saía do Éden para regar o jardim” (Bereshit 2:10)
Como está dito: “E de lá se separa...” — porque abaixo do Jardim já há separação, e não é tudo Elokut (divindade).
sexta-feira, 4 de abril de 2025
O GILGUL DE UMA ALMA JUDAICA
sexta-feira, 21 de março de 2025
Segredos do Ancião de Dias - adquirindo os atributos de Keter
Conforme os ensinamentos de nossos sábios, existem duas Toratot. A primeira é aquela citada nas Otiot de Rav Hamnuna Saba no prólogo do Zohar que diz que o Kadosh Baruch Hu antes de criar o mundo, brincou por dois mil anos com o Alef-Tav, essa Torah é chamada Tohar HaQeduma - a Torah Primordial, e ela é o Sod e está presente no Olam HaAtzilut e foi escondida junto com a luz original, e somente os Qabalistas participam desse nível, conforme mostrado pelo Rav Chaim Vital em um sonho seu no qual ele se encontra com o Atik Yomin e que elaboraremos aqui. A segunda Torah que é que a recebemos através de nosso mestre Moisés, veio do Olam HaBriá, e foi iniciada com a letra Beit, a segunda do Alef-Tav, para abordar sobre esse segredo, o nosso mestre, o Rav MishaEl, nos mostrou este mistério a partir do ET no primeiro verso da Torah Bereshit:
בְּרֵאשִׁית, בָּרָא אֱלֹהִים, אֵת הַשָּׁמַיִם, וְאֵת הָאָרֶץ
Está escrito, "No princípio, Elohim criou a primeira Torah (Alef-Torah) dos céus (que é Atzilut, a Alma da Torah, o lado interno) e a Torah da Terra (a Torah oral e escrita que vem de Olam HaBriá, o corpo da Torah, a parte externa)" que corresponde ao nível de Pshat que inclui o Derush e Remez. Eis o sonho de Rav Vital:
“1566 (5326 no calendário hebraico), oito de Tevet, o sexto dia, recitei o Kidush e sentei-me à mesa para comer. Eu estava derramando lágrimas copiosas e estava deprimido e melancólico (...) minha angústia era tão grande que não comi nada. Deitei-me na minha cama de bruços até cochilar com as muitas lágrimas e tive um sonho maravilhoso. Eu me vi sentado na casa de Rabi Shem Tov haLevi, de abençoada memória, recitando as minhas orações, chamadas de tempo de graça do Shabat. Após as orações, um velho estava diante de mim que se parecia com o meu vizinho Rabi Chayim haLevi Ashkenazi, de abençoada memória.
Ele me chamou pelo meu nome e me disse ‘Rabi Chayim, você quer ir ao campo comigo acompanhar a Rainha do Shabat quando ela partir, como você está acostumado a fazer quando ela chega, e eu vou te mostrar coisas maravilhosas lá?’ Eu disse a ele ‘estou aqui’. Saímos para a parede da velha torre que fica no lado oeste de Safed, onde antes havia um portão antes na parede. Olhei e vi uma montanha muito alta, cujo topo estava no céu. ‘Suba comigo ao monte e lhe direi porque fui enviado a você’. Em um piscar de olhos eu vi subir ao topo da montanha, e permaneci no fundo, incapaz de subir porque era perpendicular, como uma parede e não inclinada como as outras montanhas.
Eu disse a ele ‘estou surpreso, eu sou jovem e não posso ascender de forma alguma e você é velho, mas você ascendeu num piscar de olhos.’ E ele disse ‘Chayim, você não sabe que todos os dias eu subo e desço esta montanha mil vezes para cumprir as missões de Hashem. Como você pode se surpreender comigo?’ Quando vi que ele havia me chamado anteriormente de Rabi Chayim e agora apenas Chayim, e quando ouvi suas palavras aterrorizantes soube que ele, certamente, era Elias, de abençoada memória, da tribo de Levi.
Eu desmoronei e comecei a chorar de muito medo. Então eu implorei a ele em lágrimas e disse-lhe ‘Ve’atah tiqar nafshi beinecha (porém agora seja preciosa aos teus olhos a minha vida – Segundo Reis 1:14) e me traga até você’. Ele me disse ‘não temas, por isso fui enviado a ti.’ Ele agarrou meus braços e me levou até o topo da montanha com ele, em um piscar de olhos.
Olhei e vi uma escada cuja parte inferior estava no topo da montanha e seu topo alcançava o céu. A escada tinha apenas três degraus e a distância entre cada degrau era aproximadamente a altura de um homem. Ele me disse ‘foi-me dada a permissão para acompanhá-lo apenas até aqui.’ Ele desapareceu e eu chorei de grande angústia.
Uma mulher distinta, bonita como o sol, aproximou-se do topo da escada e pensei em meu coração que era a minha mãe, ela disse ‘meu filho, Chayim, por que você está chorando? Ouvi suas lágrimas e vim ajudá-lo.’ Ela estendeu sua mão direita e me levantou até o topo da escada. Eu vi lá uma grande janela redonda e uma grande chama saindo dela, para frente e para trás, como um relâmpago e queimou tudo o que foi encontrado lá.
Eu sabia em minha alma que era a chama da espada giratória que está na entrada do Gan Éden (Bereshit 3:24). Chamei a mulher com grande tristeza e disse-lhe ‘minha mãe, minha mãe, ajuda-me para que a espada não me queime’, ela disse, ‘ninguém pode ajudá-lo com essa chama, você está por sua conta! Mas vou aconselhá-lo sobre o que fazer: coloque a mão na cabeça e você encontrará lá algodão branco como a neve. Pegue um pouco e coloque-o na janela em chamas e ela fechará, passe rapidamente.’
Na minha humilde opinião, o algodão que tinha sido mudado para branco era os cabelos pretos da minha cabeça – que são julgamento – através de certos méritos no segredo de ‘e o cabelo de sua cabeça como a pura lã’ (Daniel 7:9). Eu fiz isso e passei rapidamente. Em um momento, a chama novamente disparou como antes. Então a mulher desapareceu e Elias apareceu novamente como antes, agarrou minha mão direita e me disse ‘venha comigo para o lugar onde eu havia sido originalmente enviado para trazê-lo.’
Ele me trouxe para um pátio imensamente grande com grandes rios através dele para regar o jardim. Em ambas as margens dos rios havia inúmeras árvores frutíferas lindamente cheias e maduras. A maioria eram macieiras cheirando a mirra e babosa. As árvores eram muito altas e os galhos dobrados para baixo, quase tocando o chão. Suas extremidades pareciam uma sucá. Havia inúmeros pássaros no jardim, que pareciam gansos brancos, atravessando toda a extensão do jardim, recitando mishnás do tratado Shabat.
Era então, a noite do Shabat, no início do sonho. No decorrer de suas andanças, eles recitavam uma mishná ou um capítulo, levantavam o pescoço e comiam maçãs das árvores e depois bebiam dos rios. Essa era a sua atividade constante. Me foi dado a conhecer que essas eram as almas de tzadkim (justos), Mestres da Mishná. No entanto, eu não sabia por que eles tinham a forma de gansos e pássaros e não a forma de pessoas.
Ele me levou mais para o centro do jardim até que vi um sótão grande e alto, como se estivesse no topo de uma grande altura, mas não havia casa embaixo dele. Sua altura acima do jardim era aproximadamente a altura de um homem. Sua porta ficava no Oeste e havia uma escada de três degraus de pedra do chão até a porta do sótão.
Elias, de boa memória, desapareceu. Subi a escada sozinho e entrei pela porta do sótão. Eu vi Hashem, Bendito Seja Ele, sentado em uma cadeira no meio da parede sul. Ele parecia o Atik Yomin, com uma barba branca como a neve, em infinito esplendor. Tzadkim sentou-se diante Dele no chão, em belos tapetes e sofás, aprendendo Torah com Ele. Eu sabia em minha alma que eles eram os tzadkim chamados Bnei Alyah. Eles têm características humanas, veem continuamente a Shekinah e aprendem Torah diretamente Dele. Este não era o nível dos Mestres da Mishná.
Eles tinham a forma de pássaros e gansos, porque sobre eles se diz ‘Aquele que vê um ganso em seus sonhos deve esperar sabedoria.’ Eles ficam no pátio e no jardim, mas não vêm a Shekinah regularmente, como os habitantes do sótão e não aprendem Torah com Ele, o Santo Abençoado Seja.
Quando entrei e vi seu rosto, fiquei confuso e fui tomado de medo. Caí no chão de cara diante de seus pés e não consegui reunir forças. Ele estendeu a mão e agarrou minha mão direita e me disse ‘Chayim, meu filho, levante-se, por que você caiu de cara no chão? Não tenha medo.’ Eu disse a ele ‘Senhor, eu não pude reunir nenhuma força e minha beleza se transformou em corrupção por causa do meu grande medo e não tenho forças para ficar de pé.
Ele me disse ‘fortaleça-se e fortaleça-se, levante-se e sente-se à minha direita neste lugar vazio perto de mim.’ Eu disse a Ele ‘como posso sentar-me à sua direita neste lugar, pois foi preparado para o Rabino Yossef Karo?’ Ele me disse ‘Eu pensei assim no início, mas depois dei a ele outro lugar e isso foi preparado para você.’ Eu disse a Ele que este era o lugar do profeta Samuel, de abençoada memória. Ele me disse “é verdade, este é o lugar dele, mas quando o Templo foi destruído, ele assumiu a responsabilidade de não se sentar neste lugar até que o Templo seja reconstruído no futuro. Desde então, ele foi a Jerusalém, ao Templo destruído, e permanece lá constantemente para lamentá-lo até o momento em que será reconstruído. Portanto, o seu lugar permanece vazio, e eu lhe dei permissão para se sentar ali.’
Então me sentei à Sua direita, literalmente ao lado Dele, no sofá, como os outros tzadkim que estavam lá. Ele me disse ‘Você gosta deste lugar?’ Eu disse a Ele ‘Quem pode louvar a grandeza deste sótão? De fato, explique-me: Por que os Mestres da Mishná são diferentes desses habitantes do sótão, que deveria haver uma diferença tão grande entre eles como eu vi com os meus próprios olhos?’.
‘Você esqueceu o que os sábios disseram, que no futuro Hashem lhes dará asas e eles vagarão pelas águas? Eles disseram isso sobre esse grupo chamado Mestres da Mishná que tem a imagem de pássaros com asas e vagam sobre as águas que são os rios do Gan Eden, como você viu com seus próprios olhos.’ Então, eu disse a Ele ‘Senhor, eu me lembro do que está escrito na introdução do Tikkunei Zohar sobre o verso “Se, ao longo da estrada, você encontrar um ninho de pássaro, em qualquer árvore ou no chão, com filhotes ou ovos e a mãe sentada sobre os filhotes ou sobre os ovos, não leve a mãe junto com seus filhotes.” – Devarim 22:6.
Os filhotes são os Mestres da Mishná, os jovens são os cabalistas. Eles são a elite, eles têm a imagem de crianças.
Continuei e disse-lhe ‘Senhor, se a minha alma é digna aos teus olhos (Segundo Reis 1:13-14), deixa-me aqui e não me devolvas ao mundo mundano, porque Te é claro que a minha intenção é fazer a Tua vontade e temo que as minhas paixões me levem a pecar e perderei este lugar santo.’ Ele me disse ‘Você ainda é um jovem e ainda tem tempo para se ocupar com a minha Torah e mitzvot. Você precisa retornar para completar sua Alma e no final de seus dias, você retornará a este lugar. Se você tem medo de retornar ao mundo mundano, dê-me sua mão direita e jure que você não deixará de lado a Torah para nenhuma outra tarefa e eu também jurarei a você que, se você fizer isso, este lugar não será dado a ninguém sob nenhuma circunstância. Este será o seu lugar, à minha direita, para sempre.’
Estendi a mão e jurei cumprir tudo o que foi dito acima e Ele também jurou cumprir Suas palavras. Ele me disse ‘Vá em paz e não se esqueça de todas essas coisas.’ Então desci de lá sozinho e me encontrei no mundo mundano, no meio do sonho, e não vi nenhuma das coisas que tinha visto quando ascendi pela primeira vez."
Agora, para esclarecer um pouco este sonho de Rav Chayim Vital, saiba que sua consciência - sua Alma - estava subindo pela Árvore das Vidas até o local do Atik Yomin no Olam HaAtzilut - o sótão, conforme a alusão da Escada (vide Baal HaSulam). A respeito do versículo que o Rav Chaim usa para passar pela Espada Giratória, Isaías 1:18 “Ainda que os seus pecados sejam como escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como carmesim, se tornarão como a lã” em referência à Daniel 7:9 “Enquanto eu olhava, os tronos foram colocados no lugar, e o Atik Yomin tomou seu assento. A sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã (...).
No Tanya, Likutei Amarim capítulo 10:6 é explicado a respeito do Tzadik completo (também no Shaarei Qedusha, parte 1 Shaar 5) que são chamados Benei Aliyah e são aqueles que transformam o mal no bem e diz:
Mesmo seu serviço divino na área de “fazer o bem”, em seu cumprimento da Torah e suas mitsvot, é para o bem do Alto, o último dos mais altos graus. Seu serviço divino não é destinado meramente a se apegar a Hashem servindo-O através da Torah e mitsvot de modo a saciar a sede de sua alma que tem sede de Hashem, como está escrito: “Ho, exclama o profeta, todos os que têm sede devem ir para as águas da Torah”.
Em vez disso, seu serviço a Hashem é como o Tikkunei Zohar explica o que nossos Sábios disseram: “Quem é um piedoso (chassid)? Aquele que é benevolente (mit'chassed) para com seu Criador (kono).” O Tikkunei Zohar comenta que kono (geralmente traduzido como “seu Criador”) deve ser interpretado aqui como “seu ninho” (derivado da raiz ken – “ninho”) e, portanto, o Chassid é aquele que é benevolente “com seu Ninho” – ou seja, sua Fonte, Hashem. Essa “benevolência” para com Hashem consiste em “unindo o Santo, bendito seja Ele, com Sua Shekinah (a Presença Divina) para que a luz desta união alcance e seja sentida até mesmo nos mundos mais baixos.
Como também é explicado em Raaya Mehemna sobre a Parashat Tetze: “À maneira de um filho que se esforça por seu pai e mãe, a quem ele ama mais do que a si mesmo, mais do que seu próprio Nefesh, Ruach e Neshamah. Pois refinando o bem encontrado na Qlipa Nogah, como os “homens de ascensão” fazem convertendo sua alma animal (que é derivada da Qlipa Nogah) em bom, eleva-se 'águas femininas', efetuando uniões nos reinos superiores, de modo a fazer com que as “águas masculinas” desçam a este mundo."
Como um exemplo, este foi o caso do Rav Akiva que ascendeu ao Pensamento Divino (alah b'machshava), pois concedeu sua vida para glorificar o Nome de Hashem e com o seu ato ele elevou as águas femininas (MAN), despertando de baixo para cima o fluxo da Misericórdia, pois naquele tempo a terra estava afligida pela consciência de Roma (longe da Torah). O Rav Akiva era uma parte da Nefesh do Rav Chayim Vital e de seu Ruach, conforme explicado em várias sessões do Shaar HaGilgulim, eles eram um só e um mesmo. O Olam HaAtzilut corresponde ao Pensamento, pois é um local tão elevado, que quase não podemos trazê-lo senão a nível de pensamentos. Este também foi o caso de Rav Shimon Bar Yohai e seu filho Eliezer, cujas almas, são iluminações do mais alto de Atzilut de onde a Alma da Torah que é o Zohar emana para corrigir os mundos abaixo, os cabalistas do Zohar são os Filhos da Ascensão (Bnei Aliyah) - A introdução do Zohar relata que quando Rabi Chiyah desejou ascender ao hechal (santuário celestial) de Rav Shimon Bar Yochai, ele ouviu uma voz surgir e dizer: "Aquele de vocês que antes de vir aqui converteu a escuridão do mundo em luz santidade e a amargura de sua alma animalesca e má inclinação em doçura de santidade, somente aqueles podem entrar no santuário celestial de Rabi Shimon Bar Yochai."
"A Torah foi dada em quarenta (dias) e a alma foi formada em quarenta dias; qualquer um que cuide de sua Torah tem sua alma cuidada." (Menachot 99). O Arizal explicou "assim como existem cinco livros da Torah, a alma consiste em cinco aspectos, NaRanChaI." Os três primeiros nível são emanados de Biná para baixo (Tipheret e Malchut) que são chamados Olam Hazeh, e os dois últimos pertencem à Olam Haba, que são emanados diretamente de Chochmah e Binah. Portanto, este último é o nível dos Bnei Aliyah cuja consciência é do Olam HaBa, pois possem as luzes Chaya e Yechida brilhando de suas Almas. Esta era a hiperconsciência de Adam e Chava.
EXPERIMENTANDO OLAM HABÁ - VISÕES DA SEFIROT
17, junho, 2024 àS 4:21 tive um sonho dos céus. Sonhei que meu pai raspou todo o meu cabelo me deixando careca. A seguir eu tive uma visão da Sefirot de cima para baixo. O Rav e eu erámos respectivamente Chochmah e Binah vestidos em trajes judaicos e preparados para o casamento. Estávamos acoplados as outras Sefirot por meio de uma coluna de escamas de bronze que serpenteavam dançando e pairando no ar. As outras Sefirot abaixo estavam na forma de casais e cada qual num traje de uma cultura/nação específica, identifiquei o casal de Chessed/Gevurah indiano (por causa de Abravaham e a Sabedoria Antiga).
O Rav que era Chochmah instruía as outras Sefirot e se dirigiu às mulheres e disse que elas observassem meus passos e fizessem igual, então nos vi entrando misticamente através da casa de número 294 e saindo literalmente pela janela e ele dizia as mulheres sobre mim "a noiva é Binah", e quando viramos a esquina da casa, na parede da casa havia uma mesa com o banquete do nosso casamento. Andávamos por uma rua todos no mesmo passo movidos por uma música que comandava os nossos corpos como se fossemos notas musicais. Abaixo de mim depois das escamas estava uma dupla de bailarinas vestidas de cisnes brancos muito próximas como sendo uma coisa só e abaixo do Rav outra dupla dessas, e elas faziam o movimento de ir e vir de um lado a outro com os braços e eu fazia a mesma dança que elas. Mais abaixo na Sefirot havia um belo homem musculoso e alto e excitante e estava nu (Zeir Anpin) e ele não tinha uma parceira, contudo quando olhava para ele via uma parceira oculta do lado do seu ombro direito (que era o lado esquerdo da Sefirot), e então eu descia do meu lugar e acompanhava ele.
Depois acordei e vi que 294 é a gematria de ARGAMAN.
ATRIBUTOS DE KETER
30, janeiro, 2022 às 23:37, sonhei e no sonho eu estava escutando muitas vozes falando em simultâneo, eram muitos Messias e eles estavam reunidos numa academia celestial e de lá eles comentavam entre si sobre diversas pessoas, em particular, o motivo de cada uma estar encarnada, suas correções e etc, e como era muita informação não pude me concentrar. Eles falavam coisas também do Rav MishaEl, mas me esqueci de tudo quando acordei.
Depois vejo o Rav e eu e somos um casal; ali no momento é um dia em especial em que os cabelos de todos os rabinos se tornam lisos, da cabeça e da barba, e isto acontece também ao Rav. Eu o vejo se apoiando numa bengala de madeira vermelha, ele está debaixo de uma parreira na parte da frente de uma casa que de fato conheço de número 144, ele está mais velho. Seu cabelo é muito branco como neve e tão branco que está brilhando como que embebido em puro azeite e não há só fio de nó ou qualquer irregularidade nos fios e vai até o pescoço, é extremamente liso sem quaisquer sinuosidade ou aspereza e sua barba é bem longa e os pelos de sua barba são deste mesmo modo tão brancos e lisos que são perfeitos e é como se brilhassem, e reparo que não há um só fio escuro em nenhum lugar.
Curiosamente, após acordar deste sonho, porque estava influencida pelo número 144, eu liguei a TV no canal Space, na grade das 23:20 e estava passando Parker e então alguns minutos depois veio a cena em que ele pede um táxi e diz o caminho "pela estrada 441" que é 144 ao contrário. Para fins de registro, ele está de branco e usa um chapéu que é o simbolo da Ohr Yechida. Há também o número 272 que é a gematria Mispar Neelam de Atiqá (עַתִּיקָא).
Conforme já explicado, os cabelos brancos e a barba branca referem-se à Keter. No Zohar Idra Raba, sobre a lã branca é dito "Aprendemos que no crânio da cabeça - ISTO É, EM KETER DE ARICH ANPIN - existem milhares de milhares de dezenas de milhares, sete mil e quinhentos grupos de cabelos. Eles são limpos e brancos como lã que é limpa e livre de nós, desembaraçados, para não parecerem emaranhados, mas tudo está em seu lugar e nem minuciosamente intrusivo, sem um fio de cabelo sobre o outro." E mais "Aprendemos que o caráter de uma pessoa é revelado por seus cabelos, seja ela dura ou compassiva, isto é, após os quarenta anos."
ARTIGO EM CONSTRUÇÃO... continua
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